O vice-presidente da seccional goiana da Ordem dos Advogados do Brasil, Sebastião Macalé, protocolou, na manhã desta quinta-feira (12), seu renúncia ao cargo. Após cinco anos integrando a diretoria da entidade, ele abdica da função desapontado com os rumos que a instituição tem tomado. Derrotado pelo então diretor-tesoureiro, Enil Henrique de Souza Filho, para o mandato-tampão que vai até o fim deste ano, Macalé deixa o cargo após divulgar informações sobre os empréstimos feitos pela diretoria nos últimos cinco anos. O caso criou uma crise na entidade, que fez com que, na quarta-feira, durante a sessão para escolha do novo diretor-tesoureiro, fosse feita prestação de contas pelo novo presidente.
Segundo Macalé, quando apresentou sua candidatura à presidência, foi categórico ao dizer que não tinha nada a esconder. “Se temos endividamento, por que não mostramos? Se o Governo Federal mesmo tenta fazer os ajustes necessários, o que nos impede de fazer o mesmo? É uma obrigação ética”, lamenta o advogado e arremata: “Se há descontrole financeiro, tem que apresentar isso”, frisou ao Rota Jurídica.
Cobrando transparência nas contas da OAB, Macalé garante que deixa a OAB de cabeça erguida. “Saio de consciência tranquila, em paz com minha consciência”, afirmou, dizendo que não tem nenhum ressentimento com a Ordem. “A OAB está acima de qualquer questão”, frisa, dizendo que as pessoas que a compõem “são outra coisa”. Ele se refere a desentendimentos que teria tido com pessoas da diretoria, às quais ele não quis nominar. “Cumpri meu dever e deixo minha marca”.
Com a saída de Macalé, a Ordem tem de realizar eleição para substituição do vice-presidente. Quem escolhe o sucessor é o Conselho Seccional.


































