Por determinação do TJGO, urso Robinho deve permanecer em zoológico de Goiânia

Por decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) o urso Robinho deve permanecer no zoológico de Goiânia. O juiz substituto em segundo grau, Sebastião Luiz Fleury, acatou pedido de reconsideração feito pela Procuradoria-Geral do Município de Goiânia (PGM) em relação à liminar que determinava a transferência do animal para o santuário Rancho dos Gnomos, em Joanápolis, no Estado de São Paulo.

No pedido, a PGM alegou que o urso, que nasceu em Goiânia, está habituado à temperatura elevada e clima seco que vivenciou por 17 anos. Além disso, que a mãe de Robinho, Lucy, morreu no Zoológico de Goiânia com idade aproximada de 43, longevidade que ultrapassa, segundo a PGM, a média de expectativa de vida de ursos em cativeiro: 20 a 30 anos.

A liminar, dada neste mês de agosto também pelo juiz substituto em 2º grau, Sebastião Luiz Fleury, havia estipulado o prazo de 15 dias ao Município de Goiânia e à Agência de Turismo, Eventos e Lazer de Goiânia (Agetul) para que providenciasse a remoção do Urso Robinho para JoanápolisA medida atendeu a pedido do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, em recurso contra sentença do juízo da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal e Registros Públicos de Goiânia.

O juiz substituto em segundo grau considerou o pedido de reconsideração feito pela PGM e acolheu o argumento de que a mudança de local, neste momento, poderia causar estresse ao animal de grande porte. Isso porque, visto que sua permanência na cidade é alvo de disputa judicial e que uma transferência precoce poderia culminar em transportes desnecessários do urso enquanto o mérito final da ação não é julgado. 

O magistrado salientou que, diante das possibilidades de estresse a serem suportados pelo animal, neste momento, o melhor é a suspensão da respectiva transferência. Considerou ainda que a manutenção do bem-estar do urso exige análise dos devidos preparos e cuidados na sua transferência, bem como dos gastos financeiros dela decorrentes.