Justiça proíbe que empresas sejam multadas por atrasos de ônibus em Goiânia

Apesar da constante reclamação dos usuários do transporte coletivo em relação ao atraso dos ônibus na Grande Goiânia, uma decisão judicial proíbe que a Companhia Metropolitana de Transportes Urbanos (CMTC), responsável por fiscalizar o serviço, multe as empresa que não cumprirem as planilhas de horários. A medida tem caráter liminar e leva em conta alguns problemas que as concessionárias têm para cumprir os prazos estabelecidos. As informações são do portal G1.

A decisão foi tomada pelo juiz Jeronymo Pedro Villas Boas, da 1ª Vara da Fazenda Pública. O documento diz que as quatro empresas que atuam na capital e Região Metropolitana estavam sendo autuadas de forma equivocada e ilegal pela CMTC. O motivo é que a companhia não estaria analisando fatores externos, como problemas no trânsito, condições climáticas e alterações viárias para dar as multas.

Além disso, o magistrado, que está de férias, considera ainda que o poder público deve realizar obras de infraestrutura, como corredores exclusivos, antes de proceder com as infrações.

A CMTC recorreu da decisão e agora aguarda uma nova posição da Justiça. Até lá, está impedida de multar as empresas pelo não cumprimento do horário. No recurso, o assessor jurídico da companhia, Vladimir Vieira di Coimbra afirma que o interesse social deve ser maior que os dos empresários e que as empresas assumiram em contrato obedecer às planilhas.

“Com a impossibilidade da CMTC em exercer essa fiscalização, elas [empresas] agora se organizam na forma como a planilha operacional lhes convier. Nós estabelecemos uma planilha operacional para que seja cumprida e nós esperamos que o tribunal modifique isso para que nós possamos atuar no sentido de fazer cumpri-la”, explica.

Segundo o órgão, de janeiro a junho deste ano aplicou 8,2 mil multas as empresas, principalmente por atrasos e não realização de viagens e defeitos em ônibus. No entanto, a CMTC não informou se essas infrações foram pagas ou não.