Proprietária consegue liminar para evitar sacrifício de cavalo com suspeita de mormo

A proprietária do cavalo Happy Pulacerca – TE, da raça Mangalarga Marchador, conseguiu na justiça o pedido de tutela provisória de urgência, para determinar a suspensão do sacrifício do animal, até a apresentação dos resultados dos exames de contraprova, em caráter conclusivo, acerca da infecção de mormo.

No caso foi apontado a incoerência nos exames realizados nos laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), vez que o resultado do primeiro exame foi inconclusivo e o segundo somente foi realizado mais de um mês após o envio da amostra ao laboratório, e testou positivo. Em, razão do resultado do exame, foi determinado o sacrifício do animal.

A defesa ressaltou que, quanto ao segundo exame, descobriu-se posteriormente, após contato da proprietária do animal com o laboratório, que a amostra estava acondicionada, sem estar devidamente protocolada ou etiquetada, situação que, inclusive, leva a supor que nem mesmo a amostra testada seja do animal, já que, como dito, ficou mais de um mês acondicionada no laboratório sem qualquer identificação.

Segundo o advogado Carlos Weiss, do escritório Weiss Advocacia, “tal fato apenas corrobora com a tese de dúvidas quanto ao resultado positivo do potro Happy Pulacerca – TE, já que os demais animais de propriedade da autora, com quem o potro mantinha contato não contraíram o mormo, que como se sabe é uma doença infectocontagiosa dos equídeos, causada pelo Burkholderia mallei, que pode ser transmitida ao homem e também a outros animais”, explica o advogado.

Weiss, afirma que não há uma certeza sobre como essa amostra foi conduzida de um estado para outro, e nem mesmo como ela fora acondicionada no laboratório. “O próprio fato de não terem encontrado a amostra num primeiro momento por mais de um mês, demonstra incongruências patentes que podem levar ao sacrifício de um animal em perfeito estado”, ressalta o especialista.