Por ausência de duas testemunhas, júri de acusado de matar homem na porta de boate é adiado

Atendendo pedido da defesa, foi remarcado para o próximo dia 27 de abril a sessão do júri popular dos envolvidos na morte de Thiago Frauzino de Souza, de 29 anos, ocorrida na porta de uma boate, no Setor Marista, em julho de 2013. O adiamento foi pedido pelas defesas de Afonso Alflavilly e Fabrício Barbosa, que exigiram a oitiva de duas testemunhas que não compareceram hoje, na 4ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia, quando seria realizado o julgamento.

Conforme a peça acusatória, o crime ocorreu por volta das 2h30 do dia 8 de julho de 2013. Câmeras de segurança da casa noturna flagraram a ação. Alflavilly teve a prisão preventiva decretada após ser identificado no vídeo como autor dos cinco disparos contra a vítima. Ele se apresentou e confessou ser o autor dos tiros.

As imagens das câmeras mostram Afonso saindo da casa noturna e esperando algumas horas do lado de fora até que Thiago deixasse o local. Enquanto aguardava, os equipamentos mostram que ele chegou a entrar em uma Hyundai i30, no qual estavam duas mulheres. Segundo investigações, o suspeito teria pego a arma neste momento. Depois o réu retorna, caminha até a vítima, que está encostada na parede, e faz cinco disparos. Em seguida, foge até a esquina, onde o carro preto o esperava.

A defesa de Afonso, que está sob a responsabilidade dos criminalistas Rodrigo Lustosa Victor e Mário Rocha, vai sustentar inexigibilidade de conduta adversa. Isso porque, explica Lustosa, sócio da banca Lustosa & Lima Sociedade de Advogados, o réu teria sido agredido e ameaçado pela vítima antes do ocorrido. Já o advogado Douglas Dalto Messora faz a defesa de Fabrício.

O jovem morto, conforme informações da polícia, tinha pelo menos quatro passagens pela polícia por receptação e porte ilegal de arma: duas pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), uma pelo 8º Distrito Policial e uma pela Delegacia de Minaçu, no norte de Goiás.