O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) obteve a condenação, por ato de improbidade administrativa, do papiloscopista da Polícia Federal (PF) José Fraga Júnior. Segundo a sentença, o policial federal revelou à empresária Rosemeire de Araújo, proprietária da operadora de turismo Fly Brasil, com sede em Goiânia, que havia contra ela uma investigação em andamento na PF.
A empresária estava sendo investigada pelo fornecimento de passaporte falso a uma brasileira deportada de Portugal que, inquirida, confessou ter adquirido o passaporte na Fly Brasil. Tanto o passaporte falso quanto o Termo de Inquirição da brasileira deportada foram enviados à sede da PF em Goiânia para melhor apuração dos fatos, ocasião em que José Fraga, amigo da empresária, revelou-lhe o ocorrido, possibilitando Rosemeire acobertar seus atos ilícitos e frustrar a ação da PF.
Segundo o procurador da República que cuida do caso, Cláudio Drewes José Siqueira, “cumpria ao demandado, enquanto servidor da Polícia Federal em Goiás – sobretudo por tratar-se de um órgão de persecução penal –, o dever de guardar segredo/sigilo das informações que lhe chegavam ao conhecimento em razão do exercício do respectivo cargo público”.
Na sentença, o juiz federal Leonardo Buissa Freitas, da 3ª Vara da Justiça Federal em Goiás, condenou José Fraga Júnior ao pagamento de multa, à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de três anos e à perda da função pública. (Fonte: MPF/GO)































