MP define protocolos de saúde em presídio de Aparecida, que já tem preso em quarentena por ter vindo da Itália

A definição de protocolos de atendimento e triagem de presos, o credenciamento e o treinamento de profissionais de saúde para atuação foram as principais medidas estabelecidas durante reunião convocada pela 25ª Promotoria de Justiça de Goiânia para tratar da questão da saúde no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. De acordo com o promotor de Justiça Marcelo Celestino, a intenção é estabelecer ações preventivas para evitar possíveis ocorrências de contaminação da população carcerária, principalmente em razão do registro, em todo o País, de casos suspeitos de coronavírus. O encontro foi realizado na manhã desta terça-feira (3/3), na Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia.

E já existe caso suspeito de coronavírus no presídio. Preso na última quinta-feira (27), no aeroporto Santa Genoveva, de Goiânia, após ser denunciado por diversas fraudes, um homem está em isolamento na enfermaria da Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia. De acordo com a Gerência Biopsicossocial da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), ele passou recentemente pela França e Itália, país onde os dois brasileiros que tiveram resultados de diagnósticos positivos para coronavírus estiveram. O órgão mantém o custodiado em quarentena como medida preventiva, de acordo com protocolo determinado pelo Ministério da Saúde (MS) e discutido hoje.

Medidas preventivas

O secretário municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia, Alessandro Magalhães, falou da importância de realizar um trabalho integrado entre município e Estado, para solucionar questões relacionadas também ao fluxo de medicamentos e atendimento à população carcerária. Segundo ele, devem ser construídas rotinas de trabalho para tornar efetivas as medidas preventivas que estavam sendo traçadas. Ele anunciou o início do credenciamento de profissionais da área da Saúde para atuação no Complexo Prisional.

Ficou acertado com o gerente de Assistência Biopsicossocial da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária, Sandro de Souza e Silva, que, antes de ser levado para o convívio em unidades do Complexo Prisional, o preso deverá passar por triagem de saúde. Caso a chegada ocorra no turno noturno ou em fins de semana, quando não houver profissionais habilitados para os exames, o detento permanecerá no isolamento até o primeiro dia útil seguinte. Também foi acertado que não poderá haver cumprimento de pena no posto de saúde ou enfermarias.

A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia, Vânia Camargo, explicou que é necessário o cumprimento dos protocolos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Ministério da Saúde e Vigilância Municipal quanto à distribuição de medicamentos para os enfermos do Complexo Prisional. Albemar Carvalho de Araújo Genovesi, da Saúde Prisional da Secretaria Estadual de Saúde, manifestou a preocupação com o controle do material de uso dos profissionais da área, como máscaras e luvas. Também participaram da reunião a presidente do Conselho da Comunidade, Berenice Genito, e o servidor da SMS, Giovani Melo. Com informações do MP-GO