Eleição da Asmego terá duas magistradas disputando a presidência da entidade

Fláviah Lançoni Costa Pinheiro e Patrícia Machado Carrijo

Com 51 anos de existência, a Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) terá pela primeira vez uma juíza para presidir a entidade. Concorrem na eleição para o biênio 2020/2021 as magistradas Fláviah Lançoni Costa Pinheiro e Patrícia Machado Carrijo. As duas são de comarcas do interior do Estado e já ocuparam cargos na associação em administrações anteriores. A eleição será realizada no dia 8 de dezembro.

Flaviah integra a Chapa 1 – Inovação – Transparência e Evolução. Juíza da comarca de Goianira, ela é natural de Goiânia. Além da magistrada, que tem 18 anos de profissão, compõe o grupo o desembargador Marcus da Costa Ferreira, 1º vice-presidente, e Murilo Amado Cardoso Maciel, 2º vice-presidente.

Flaviah, em 2012 foi diretora social da Asmego, afirma que decidiu concorrer à presidência por acredita que a instituição precisa de uma administração mais inclusiva e inovadora. “Alguns setores necessitam de enorme mudança, como a comunicação interna e a transparência”, afirma, acrescentando que ao mesmo tempo que imóveis deficitários superam o prejuízo de R$ 80 mil por ano, jovens magistrados não conseguem se hospedar em uma casa do magistrado decente. “O associado permanece distante, pois falta acolhimento. Precisamos de uma associação que ative o espírito de classe entre os associados e defenda interesses relevantes, tomando as medidas judiciais e extrajudiciais relevantes”.

Já Patrícia, que é juíza em Goiás a quase 9 anos, concorre pela Chapa 2 – Asmego Combativa – União, Coragem e Valorização, que terá os ex-presidentes da Asmego Átila Naves Amaral concorrendo a 1º vice-presidente e Homero Sabino de Freitas como 2º vice-presidente. Natural de Goiânia, ela atualmente é titular da 2ª Vara Cível, Criminal, das Fazendas Públicas e Registros Públicos da Comarca de Morrinhos.

Ela conta que decidiu disputar a presidência da Asmego porque a magistratura passa por um momento de desvalorização e não se pode permitir que uma carreira tão importante seja diminuída. “No entanto, é possível lutar por mais direitos, mais reconhecimento e melhores condições de trabalho. Por exemplo, durante a aprovação da lei da simetria, enquanto muitos acreditavam que não seria possível, percebi que com determinação e boa articulação a lei seria aprovada e assim o foi. É por acreditar na nossa capacidade de lutar por mais e conquistar que aceitei disputar a presidência da Asmego”, frisa.