Após 20 anos de tramitação, processo assumido pela equipe Marden e Fraga chega ao fim

Terminou com sucesso, nesta segunda-feira (17), após mais de 20 anos, ação trabalhista ajuizada, em 1999, pela Marden e Fraga Advogados Associados, em favor de 1.551 trabalhadores assistidos pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sticep) contra o Consórcio Rodoviário Intermunicipal S.A. (Crisa), órgão em liquidação e que foi absorvido pela Empresa Estadual de Processamento de Dados de Goiás (Prodago).

O advogado Wilian Fraga comemorou o desfecho do caso

Em audiência presidida  pelo juiz auxiliar da Execução, Kleber Waki, do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, e da qual participaram o advogado Wilian Fraga, representantes da Prodago, da Procuradoria-Geral do Estado de Goiás  e do Sticep, chegou-se a um acordo no valor de R$ 8,5 milhões para pagar créditos trabalhistas já reconhecidos judicialmente a 454 ex-empregados. Os restantes 1.094 trabalhadores já haviam recebido os valores a que tinham direito ao longo do processo.

Os ex-empregados do Crisa reivindicavam diferenças salariais não pagas pelo Estado de Goiás. O acordo firmado hoje será pago em sete parcelas mensais com início no próximo dia 20 de março e término em 21 de setembro.

O juiz coordenador do JAE, Kleber de Souza Waki, que conduziu a audiência e homologou o acordo, lembrou a importante participação do colega juiz Luciano Crispim no diálogo entre as partes no decorrer do processo. “Só com esse acordo fechado hoje nós vamos pagar quase um terço dos beneficiários de um processo que está tramitando há mais de 20 anos”, enfatizou o magistrado. Ele acrescentou que ainda fica pendente o saldo de previdência, mas que o liquidante já se comprometeu a fazer o recolhimento.

Tendo acompanhado todo o processo, do início ao fim, Wilian Fraga comemorou o desfecho. “Foram muitos anos de trabalho, de penhoras realizadas, negociações sem fim, mas no final de tudo valeu a pena. Todos os envolvidos na ação foram respeitados em seus direitos e nós, ficamos com a sensação de dever cumprido”.