Projeto Adoce, que prevê ingestão de açúcar antes de audiências de conciliação é finalista do 8º Prêmio Patricia Acioli

O projeto Adoce foi idealizado pela juíza Aline Vieira Tomás Protásio

O projeto Adoce idealizado pela juíza Aline Vieira Tomás Protásio, da 2ª Vara de Família da comarca de Anápolis, foi selecionado como finalista da categoria Trabalhos dos Magistrados do 8º Prêmio AMAERJ Patricia Acioli de Direitos Humanos. A colocação de cada finalista será anunciada na cerimônia de premiação, no dia 2 de dezembro, às 18 horas, no Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, localizado na Rua Dom Manuel 10° andar, Centro, Rio de Janeiro.

O projeto Adoce resultou de um estudo da magistrada que comprova que a ingestão de glicose (suco de uva) antes das audiências de conciliação aumentam em mais de 30% os índices de acordo. Entre abril e dezembro do ano passado, a magistrada separou duas salas para efetuar as audiências. Numa delas, ela oferecia suco de uva para as partes e na outra, apenas água. No total, 659 audiências integraram a pesquisa de mestrado, na qual ela testou a glicobiologia no Judiciário.

“O que a gente observou foi uma média de 40 a 45% de acordos na sala que havia só água e mais de 70% naquelas em que oferecíamos suco, em situações absolutamente semelhantes”, analisou a magistrada.

Segundo ela, na glicobiologia, nós temos o centro de recompensa e o centro de punição. Quando as pessoas chegam para uma audiência, é o centro de punição que está ativado, com sensações de raiva e desconforto. O suco de uva, ou seja, a glicose, trabalha justamente aí fazendo a transição do centro de punição para o centro de recompensa, que traz sensações de bem-estar e facilidade de comunicação e negociação”, explicou