Governo de Goiás vai categorizar os municípios de acordo com o nível de contaminação

A Secretaria de Saúde de Goiás emitiu nota técnica em que recomenda medidas a serem tomadas para frear o avanço da Covid-19 a depender da situação em que a pandemia estiver na região. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino, a Nota Técnica nº: 1/2021 – GAB- 03076 (veja aqui) publicada nesta terça-feira (16) traz recomendação aos gestores de saúde municipais de acordo com o grau de contaminação do novo coronavírus. A Secretaria de Saúde dividiu as 18 regiões de Goiás nas escalas alerta (amarelo), crítico (laranja) e calamidade (vermelho), que serão avaliadas semanalmente.

Segundo Ismael Alexandrino, existem regiões e cidades que apresentam comportamentos diferentes em relação à doença

Segundo ele, existem regiões e cidades que apresentam comportamentos diferentes em relação à doença. “Não faz sentido uma medida linear, que encare o Estado de uma forma só, como se estivesse tudo num só patamar”, argumentou. Ismael admitiu que, no entanto, a depender do desenrolar da pandemia, medidas mais restritivas podem ser adotadas. “Mas como eu disse, as recomendações não serão lineares, tratando o Estado como uma coisa só, porque temos 246 municípios”, declarou.

Conforme o secretário, na primeira onda da pandemia da Covid-19, no ano passado, foi verificado o crescimento grande da doença na capital e regiões Metropolitana e do Entorno do Distrito Federal. Hoje, porém, algumas cidades do interior, que tiveram uma contaminação menor na primeira onda da pandemia, nesse momento da segunda onda apresentam situação crítica.

Para as regiões em situação de alerta, o governo vai recomendar que se mantenha o comércio aberto, desde que se cumpram os protocolos de segurança sanitária.

Para as regiões em estado crítico, a sugestão é para que se emitam decretos municipais em que restrinjam a 50% a presença de pessoas em estabelecimentos comerciais de modo geral; 30% em igrejas e bares e o percentual que o COE definir para escolas (hoje 30% também).

Para as regiões em estado de calamidade, a sugestão do governo será para que só se permita a abertura de unidades de saúde de urgência e emergência, supermercados e congêneres, farmácias e postos de combustível.