Assassinato de advogados tem características de execução e sugere premeditação

advogados Marcus Aprigio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis Foto: Reprodução/OAB-GO

A Polícia Civil designou cinco delegados e 30 agentes para investigarem o assassinato de dois advogados na tarde desta quarta-feira (28) dentro do próprio escritório, no Setor Aeroporto, em Goiânia. Foram mortos a tiros os advogados Marcus Aprígio Chaves, que é filho do desembargador do Tribunal de Justiça de Goiás Leobino Valente Chaves, ex-presidente do TJGO, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis.

O caso já em investigação aponta que o crime tem característica de execução, planejada previamente. Segundo informações preliminares, os homens marcaram antecipadamente uma consulta com os advogados. Na sala, dispararam dois tiros na nuca de cada um dos advogados. Os suspeitos não foram identificados.

Ataque à sociedade

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás foi avisada pouco após o crime. O vice-presidente Tales José Jayme e representantes da Comissão de Direitos e Prerrogativas foram ao local acompanhar o caso. Em entrevista, o presidente da CDP, Davi Soares, afirmou que a instituição vai acompanhar as investigações do assassinato que pode estar ligado ao exercício da advocacia. “Se houver esses indícios, entendemos que é também um ataque à sociedade”.

Rigor da lei

Em nota, o governador Ronaldo Caiado avisa que também determinou ao secretário de Estado de Segurança Pública, Rodney Miranda, que mobilize as forças de segurança para promover uma apuração célere do caso. “Como governador do Estado e pai de família, asseguro que o ocorrido será apurado com todo o rigor da Lei. Não mediremos esforços para prender os responsáveis por este ato tão bárbaro”.

Luto oficial

Decreto assinado pelo presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, desembargador Walter Carlos Lemes, decretou luto oficial de três dias pela morte do filho de Leobino Valente Chaves, Marcus Aprígio Chaves, e do advogado Frank Assis.

Outros mortos

Este é o terceiro caso de advogados assassinados em 2020. No dia 18 de julho, Thiago Sousa Mendes foi morto a tiros em seu próprio carro. Em abril, o advogado Silvio José Dourado foi morto na Avenida T-63, esquina com Avenida Contorno, no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia. Ele estava em um Toyota SW4 quando parou no semáforo e acabou baleado por um motoqueiro que usava uma mochila de entrega por delivery.

Em fevereiro, quem foi morto foi o advogado Hans Brasiel da Silva Chaves, de 31 anos, em Aruanã, no interior de Goiás. Conforme denúncia do Ministério Público, o crime foi encomendado por outro causídico. O motivo seria uma rixa antiga, motivada principalmente pela disputa de clientes na cidade.