quinta, 13 de dezembro de 2018 62 9 9904-5026
Júri popular

Advogado é condenado a quase 28 anos de prisão por mandar matar a mulher

O advogado Eduardo de Oliveira Francisco, de 34 anos, foi condenado a quase 28 anos de prisão. Ele foi considerado culpado de mandar matar a mulher,  a bancária Cibelle de Paula Silveira, de 31. O julgamento, que foi realizado pela 2ª Vara de Crimes Dolosos contra Vida e Tribunal do Júri, teve início na terça-feira (4) de manhã e terminou apenas na noite de ontem (5).  O juiz Lourival Machado da Costa, que presidiu a sessão do tribunal do júri, determinou também a prisão do réu.

A vítima foi assassinada com um tiro na cabeça enquanto andava de bicicleta com o marido. Inicialmente, o caso foi tratado como latrocínio, mas após laudos sofreu reviravolta e Eduardo foi indicado como mandante do assassinato, que ocorreu no dia 30 de novembro de 2015, na BR-060, em Goiânia. De acordo com a denúncia, ela pedalava, acompanhada do marido e de um amigo, quando uma dupla se aproximou, sendo Pedro Henrique Domingos de Jesus Félix em uma motocicleta e um menor em uma bicicleta. Segundo as investigações, Pedro atirou, atingindo a cabeça da mulher.

No dia 2 de dezembro daquele ano, a Polícia Militar prendeu três suspeitos pelo crime e, na ocasião, o caso foi tratado como latrocínio. Um dos detidos, Pedro Henrique Domingos de Jesus Félix, que na época tinha 18 anos, chegou a gravar um vídeo, no qual confessou que matou Cibelle com a ajuda de um adolescente.

O inquérito policial foi concluído dez dias após o crime e remetido ao Ministério Público que, por sua vez, denunciou Pedro Henrique por latrocínio e o adolescente por ato infracional análogo ao latrocínio. O terceiro detido foi retirado do processo, pois ficou comprovado que ele não tinha envolvimento no caso.

O caso seguia tramitando no Judiciário quando, cerca de dois meses após a conclusão do inquérito, a Polícia Civil recebeu o laudo cadavérico de Cibelle. De acordo com o delegado Thiago Martimiano, que iria remeter o documento para ser anexado ao processo, lesões antigas constatadas no corpo da vítima levantaram a suspeita de que ela era vítima de espancamento. Isso levou a Polícia a ouvir de novo Pedro Henrique, que mudou a versão inicial e contou que tinha sido contratado pelo marido da vítima para cometer o crime. A história também foi confirmada pelo adolescente.

Penas

O Ministério Público denunciou quatro pessoas pelo crime. Além do marido e Pedro Henrique também foi denunciado Ronaldo da Silva Alves. Conforme a peça acusatória, o advogado foi mandante, Pedro Henrique quem atirou na vitima. Já Ronaldo teria sido quem armou a emboscada para matar a vítima. Ele teria jogado pedras em Cybelle, quando esta pedalava, para ela parasse e pudesse ser alvejada por Pedro Henrique, que estava acompanhado de um adolescente.  Já Eduardo, além de ser o mandante, teria passado informações sobre o passeio ciclístico que a vítima participaria, indicando local e horário.

Na sessão de julgamento, porém, o Conselho de Sentença absolveu Ronaldo das acusações. Pedro Henrique, pediu absolvição alegando clemência,  foi sentenciado a 16 anos, 6 meses e 24 dias, a serem cumpridos em regime fechado. A pena imposta a Eduardo foi arbitrada em 27 anos e 09 meses de prisão, também é regime fechado.

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