Absolvido da acusação de ter mandado matar namorado da ex-mulher, pedreiro deve ser solto nesta terça-feira

Marília Costa e Silva

Absolvido nesta segunda-feira (05) pelo  3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida de Goiânia e Tribunal do Júri da acusação de ter mandado matar Luciano Carvalho Couto, namorado da ex-mulher, o pedreiro Varley Ramos Costa aguarda para solto nesta terça-feira (06). Responsáveis pela defesa, os advogados Mário Rocha e Manfredo Barroso afirmaram ao Rota Jurídica que mesmo tendo sido considerado inocente, o mandado de habeas corpus do réu só foi expedido hoje pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, que presidiu o julgamento.

Júri entendeu que o réu não participou do crime que foi praticado por terceira pessoa

Varley está preso há 27 meses pelo crime. Ele foi deportado dos Estados Unidos no ano passado, e ficou detido na Central de Triagem do Complexo Prisional de Aparecida de Aparecida de Goiânia. Eles contam que os integrantes do Conselho de Sentença, formado por cinco homens e duas mulheres, acataram ontem a tese absolutória da negativa de autoria intelectual, o que foi aceito pelo júri, que atribuiu “autoria do fato a terceira pessoa, e não entendeu que o réu concorreu para o crime”.

O assassinato ocorreu em 2005. A vítima foi executada a tiros na porta de casa por dois homens em uma moto. Eles nunca foram identificados ou localizados.

Advogados Mário Rocha e Manfredo Barroso

Denúncia

O promotor de Justiça Maurício Gonçalves de Camargos  atuou no julgamento ontem representando a acusação. Ele disse que tem até cinco dias, contados de ontem, para decidir se irá ou não recorrer da absolvição.

O réu foi denunciado pelo Ministério Público como mandante do homicídio , ocorrido em 15 de dezembro de 2005.  Conforme a peça acusatória, Varley morava nos Estados Unidos, para onde se mudou três anos antes do crime. Neste período, a mulher dele teria mantido um relacionamento amoroso com a vítima.

Em 2005, ela foi para aquele país, onde deixaria os filhos na companhia do pai. Na véspera dela voltar para o Brasil, o réu, segundo sustentado pelo promotor, ele teria encomendado o crime a dois homens.  Essa tese, porém, não teve guarida. Os jurados absolveram Varley.