Juíza mantém prisão preventiva dos 14 investigados contra tráfico interestadual de drogas

A titular da 1ª Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores, juíza Placidina Pires, manteve a prisão dos 14 investigados pela Polícia Civil de Goiás de participarem de uma organização criminosa dedicada ao tráfico interestadual de drogas.

Denominada Operação Déjà-vu, a ação foi deflagrada na última terça-feira (27) e, na quarta-feira (28), a magistrada realizou as audiências de custódia dos presos que se encontram em Goiás. Também são da titular da 1ª vara de combate ao crime organizado do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) as decisões que autorizaram as medidas investigativas e as prisões dos envolvidos.

A ação da polícia é realizada em Goiás, e também nos Estados de Mato Grosso e Rio Grande do Norte, e no Distrito Federal. No total, foram expedidos 22 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva, e, ainda, o sequestro de R$ 20 milhões em bens e valores.

Prisão mantida

Dos 14 presos, apenas Amanda Helena Melo Paiva teve a prisão domiciliar concedida, pois tem dois filhos menores que dependem de seus cuidados. O pai das crianças também foi preso na operação.

De acordo com a juíza Placidina Pires, a prisão preventiva dos investigados foi decretada porque existem “indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes investigados e a necessidade de decretação da medida restritiva de liberdade, para evitar a reiteração delitiva por parte do grupo criminoso em apuração.”

A magistrada descreve que as investigações sobre o grupo criminoso duraram vários meses e, neste período, “foram captadas constantes tratativas ilícitas entre os investigados para a aquisição, transporte e redistribuição de substâncias entorpecentes, o que demonstrou – e ainda demonstra – a imprescindibilidade da segregação cautelar para a garantia da ordem pública e consequente acautelamento do meio social”.

Durante as investigações, foram identificados seis carregamentos de entorpecentes, três deles foram apreendidos em Goiás. A Polícia Civil apontou que, em oito meses, o grupo movimentou 735 quilos de entorpecentes, quantidade que pode gerar um valor superior a R$ 36 milhões.

Em sua decisão, a magistrada ainda considerou o requisito da contemporaneidade, que “também se faz presente, haja vista que, além de o último carregamento de drogas ter sido apreendido em 7 de dezembro de 2020, em Formosa (GO), de acordo com a autoridade policial representante, o grupo criminoso persiste em suas atividades ilícitas, ou seja, continua em plena atividade.” Fonte:TJGO